Escolher a folga errada pode sufocar ou desintegrar o rolamento?
Entre os inúmeros parâmetros técnicos dos rolamentos, existe um "papel invisível" muitas vezes negligenciado, mas de grande importância: a folga. Embora não seja visível, determina diretamente se o equipamento pode operar suavemente e durante um longo período. Uma folga demasiado grande fará com que a máquina vibre como uma peneira; uma folga demasiado pequena pode provocar o sobreaquecimento instantâneo do rolamento. Como escolher a folga ideal?
1.º O que é a autorização de segurança? Não se deixe intimidar pela terminologia.
Em termos simples, a folga refere-se ao "espaço" entre os componentes internos de um rolamento. Folga radial: a distância de movimento na direção do diâmetro entre o elemento rolante e os anéis interior e exterior. Folga axial: o grau de aperto ao longo da direção do veio. Imagine: se estiver demasiado apertado, as peças vão gerar calor devido à fricção e travar; se estiver demasiado folgado, haverá oscilação durante o funcionamento, ruído elevado e baixa precisão. Uma folga adequada é como deixar um "espaço para respirar" para os rolamentos.
2.º Seleção científica: maior não é melhor, nem menor é mais estável.
A seleção da folga deve basear-se em condições de trabalho abrangentes e não pode ser uma abordagem única para todos os casos. Ambientes de alta temperatura ou ajuste por interferência (como nos veios dos motores): A dilatação do anel interior irá comprimir a folga, e C3 ou C4 (folga maior) devem ser selecionados para compensar a dilatação térmica. Equipamentos de alta velocidade e alta precisão (como nas máquinas-ferramenta de precisão): Para reduzir a vibração, por vezes utiliza-se C2 (folga mais pequena) para melhorar a rigidez. Em situações com grandes diferenças de temperatura e flutuações de carga severas (como nos ventiladores metalúrgicos), deve ser dada prioridade ao C3, tendo em conta tanto a deformação térmica como a estabilidade. Em resumo: A folga deve ser ajustada dinamicamente ao estado de funcionamento real, e não a parâmetros estáticos de estampagem.
3.º Lição de sangue e lágrimas: o verdadeiro custo de uma brincadeira inapropriada.
Caso 1: Um ventilador de uma central elétrica apresentava uma queima frequente dos rolamentos e, após desmontagem e inspeção, verificou-se que o anel interior estava severamente bloqueado. O motivo? Durante o projeto, o aumento da temperatura não foi considerado e foi utilizada a folga padrão (CN). No entanto, a folga real reduziu-se a zero a altas temperaturas, resultando num sobreaquecimento por atrito seco.
Caso 2: O redutor da correia transportadora apresenta ruído anormal severo e vibração excessiva. Após investigação, verificou-se que a folga C4 estava incorreta, provocando o deslizamento dos elementos rolantes e a intensificação do impacto.
Conselhos preventivos:
1. Verifique a tolerância de encaixe e a temperatura de trabalho antes da instalação;
2. Realizar testes de folga em equipamentos essenciais (utilizando um calibrador de folgas ou ferramenta especializada);
3.º Preste atenção aos grupos de folga recomendados pelo fabricante e não os substitua cegamente.

